O Brasil resolveu nos anos 70 um problema que o mundo ainda tenta entender

Recentemente, circulou a notícia de que Trump autorizou o aumento da mistura de etanol na gasolina nos Estados Unidos como medida para conter a alta dos combustíveis. Há pressão para que a medida emergencial e provisória se torne permanente.

Do outro lado do hemisfério, o Brasil observa essa movimentação com uma perspectiva peculiar: a de quem tomou essa decisão há mais de cinquenta anos.

O que foi o Proálcool

Lançado em 1975, em plena crise do petróleo, o Programa Nacional do Álcool combinou três elementos que raramente aparecem juntos na história de políticas públicas: decisão política com horizonte de longo prazo, vantagem natural (solo, clima e a maior cultura de cana-de-açúcar do mundo) e capacidade de inovação tecnológica.

O resultado foi uma matriz energética única no mundo, com uma fatia expressiva de combustível renovável integrada ao cotidiano de milhões de brasileiros.

Décadas à frente da pauta

O que impressiona no Proálcool não é só o que ele entregou, mas quando ele foi concebido.

Segurança energética, redução de emissões, diversificação de matriz: esses temas só viraram pauta global décadas depois. O Brasil os endereçou de forma estrutural antes mesmo de existir vocabulário para isso.

Hoje, o etanol brasileiro conversa diretamente com ESG, com transição energética e com a busca global por alternativas ao petróleo. Não como tendência recente, mas como política de Estado com meio século de maturidade.

O legado que merece ser reconhecido

Enquanto outros países debatem o etanol como solução emergencial, o Brasil já colhe os frutos de uma aposta feita quando apostar nisso exigia coragem.

Há muito a criticar nas políticas energéticas brasileiras ao longo da história. Mas o Proálcool é um caso em que vale bater no peito: a visão estava certa, e o mundo está começando a perceber isso agora.

O que você acha? O Brasil soube aproveitar bem esse legado, ou deixou oportunidades na mesa? Comenta aqui.

Tags :
ESG,Etanol,Proálcool,Segurança Energética,Transição Energética
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