Segurança energética é uma questão tributária (e poucos percebem isso)

A escalada no preço do petróleo volta a lembrar algo que já deveria estar claro: energia fóssil é sinônimo de volatilidade.

Em encontro recente do G7, a chanceler do Tesouro do Reino Unido, Rachel Reeves, foi direta. Afirmou que a única forma de garantir segurança energética no longo prazo é acelerar a transição para energias renováveis e, coerente com esse argumento, rejeitou novas licenças para exploração de petróleo e gás no Mar do Norte.

A posição não foi só simbólica. Foi estratégica.

O papel dos incentivos fiscais

Quando se fala em transição energética, a conversa costuma girar em torno de tecnologia, infraestrutura e metas de emissão. O lado tributário fica em segundo plano.

Mas os incentivos fiscais são uma das peças mais poderosas nesse processo. Eles estimulam o avanço das energias limpas, reduzem a dependência de choques externos de preço e, com isso, ajudam a reconfigurar a própria matriz econômica de um país.

Um país que tributa bem a transição energética não está apenas cuidando do clima. Está construindo resiliência econômica.

Uma discussão que vai além da energia

A decisão do Reino Unido ilustra um ponto que vale generalizar: a transição energética não é só uma pauta ambiental.

É uma discussão energética, econômica e estratégica. Mas, no fundo, é profundamente tributária.

Os países que entenderem isso mais cedo terão vantagem não apenas na matriz de geração, mas na competitividade das suas economias ao longo das próximas décadas.

O Brasil, com o histórico do Proálcool e a força do agronegócio renovável, tem credenciais para liderar essa conversa. A pergunta é se vai usá-las.

Como você vê o papel dos incentivos fiscais na transição energética brasileira? Comenta aqui.

Tags :
Energias Renováveis,Incentivos Fiscais,Política Energética,Segurança Energética,Transição Energética
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